1903: Patenteada a casquinha de sorvete

No dia 13 de dezembro de 1903, um imigrante italiano nos Estados Unidos patenteou um wafer sobre o qual vendia sorvete. A casquinha de sorvete enrolada, como a conhecemos hoje, surgiu mais tarde.

O imperador romano Nero já era tão fascinado por delícias geladas que seus escravos tinham que trazer gelo dos Alpes italianos. O gelo era então saboreado com purê de frutas e mel. No século 13, nas suas viagens pelo mundo, Marco Polo aprendeu dos chineses como no inverno produzir sorvete a partir de leite congelado, suco concentrado de frutas, chocolate ou aroma de baunilha.

No século 16, um confeiteiro italiano da Sicília descobriu que determinada quantidade de salitre fazia a água congelar. Um século depois, o sorvete italiano começou a conquistar a Europa. No final do século 18, foi aberta a primeira sorveteria no norte da Alemanha, em Hamburgo. A iniciativa foi de um refugiado francês, que oferecia uma ampla variedade de delícias geladas.

Foram os norte-americanos, entretanto, que começaram a sua produção em escala industrial. Em 1850, o comerciante de leite Jacob Fussel abriu uma pequena fábrica de sorvete na Pensilvânia, para não ter que jogar fora o creme que deixava de vender.

Já a história dos gelatieri italianos teve seu auge em meados do século 19, na região de Vêneto. O que os Estados Unidos representaram para a indústria, a Itália representou para a gastronomia.

Várias versões para a origem

As primeiras carrocinhas de sorvete eram de vendedores de castanhas e peras, que ficavam desempregados no verão. Conta a história que eles aprenderam o ofício de um siciliano. Não demorou para que se espalhassem pela Europa. Em 1865, já havia uma carrocinha de sorvete em Viena, dando lugar em seguida à primeira sorveteria.

Pelas suas características térmicas e cremosas – muito próprias –, um aspecto muito importante na história do sorvete é a forma como é servido. No princípio, em pratos, depois em taças especiais. Há diferentes versões para o surgimento da prática e ecológica casquinha de sorvete, como a conhecemos hoje.

Uma delas refere-se a Ítalo Marchioni, imigrante italiano nos Estados Unidos, que em 13 de dezembro de 1903 patenteou um wafer criado por ele para servir sorvete. O registro de patente número 746971 valeu-lhe uma estátua em sua terra natal, na italiana Longarone.

Ele havia emigrado para a América no final do século 19. No centro de Nova York, começou a vender sorvete de limão num carrinho de mão. Como os pratos fossem pesados de carregar e difíceis de limpar na rua, teria inventado um porta-sorvetes comestível, à base de um wafer redondo enrolado.

Inspiração na zalabia síria

Outra versão para o cone de sorvete é defendida por Mary Lou Menches, professora na Universidade de Illinois. Seu avô, Charles Menches, vendia sorvete num estande na tradicional exposição anual, todos os verões, em Saint Louis. Em julho de 1904, ele queria oferecer um sorvete a uma linda garota, mas não dispunha mais de pratos limpos.

Na corrida, ele teria sido auxiliado pelo estande vizinho. Era o imigrante sírio Ernest Hamwi, que oferecia zalabia, uma especialidade da Síria, feita à base de farinha, açúcar, ovos, casca de limão e aroma de baunilha, prensado num ferro especial. Quando ele ficava bem dourado, era enrolado em forma de cone e enchido com creme de frutas.

Charles Manches comprou uma zalabia sem recheio, deixou esfriar e encheu com sorvete. Mais um destes inventos criados pela força da necessidade e que ficou famoso em todo o mundo. Logo que acabou a festa, resolveu industrializar o invento, que fez o maior sucesso nas quermesses seguintes. As provas são guardadas com muito carinho por Mary Lou, que expõe os utensílios na sorveteria da família no Estado norte-americano de Ohio. 

Fonte: UOL

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